Membros da Brigada de vários países expressam apoio a #Cuba

A 13ª Brigada Internacional de Solidariedade Primeiro de Maio é integrada por 290 amigos vindos dos cinco continentes. Foto: Nuria Barbosa León

COM o propósito de acompanhar o povo cubano nas comemorações pelo Dia Internacional dos Trabalhadores, 290 amigos solidários vindos de 32 países integraram a 13ª Brigada Internacional de Solidariedade Primeiro de Maio e cumpriram um amplo programa que incluiu trabalho voluntário na agricultura e encontros com intelectuais e artistas da Ilha.

As atividades começaram prestando homenagem ao líder estudantil e fundador do Partido Comunista de Cuba, Julio Antonio Mella (1903-1929), no acampamento homônimo, no município de Caimito, na província Artemisa, lugar onde foram acolhidos e plantaram uma árvore, como símbolo da amizade entre os povos.

Também efetuaram um encontro de solidariedade, em dois de maio, no Palácio das Convenções em Havana, um tributo ao Guerrilheiro Heróico Ernesto «Che» Guevara por seu 90º aniversário e a Ignacio Agramonte, prócer independentista cubano.

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) expressou que os países com maior presença são da América Latina (103 membros de 13 nações) e da América do Norte (76 de Estados Unidos e 22 do Canadá).

Juntados a eles, aliás, somou-se a 26ª Brigada Ernesto «Che» Guevara, procedente do Canadá, para visitar lugares de interesse histórico nas províncias de Havana, Villa Clara e Camaguey; receber palestras acerca do processo de atualização do modelo econômico e social cubano, dialogar com líderes das organizações políticas e sociais e conhecer aspetos relacionados às eleições gerais realizadas recentemente na Ilha, nas quais foi eleito pela nova Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento) Miguel Díaz-Canel Bermúdez como presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.

O nicaraguense assente nos Estados Unidos, Francisco Rivera, destacou que as lutas no país do Norte são para exigir a diminuição da carestia da vida, direitos para os imigrantes e justiça para os assassinos de negros e latinos. Foto: Nuria Barbosa León

Na entrevista exclusiva concedida ao semanário Granma Internacional, Francisco Rivera, nicaraguense assente nos Estados Unidos, destacou que os cubanos fazem uma verdadeira festa em 1º de Maio. «De-safortunadamente no país onde moro, as poucas pessoas que lembram da data exigem demandas de trabalho», asseverou e destacou o direito de filiação sindical como um dos pedidos essenciais.

Em 1978 saiu da Nicarágua, porque foi preso pela ditadura de Anastasio Somoza. Desempenhava-se como líder estudantil e organizou vários protestos contra a ditadura nicaraguense na universidade de Manágua, a que, inclusive, ocupou a Universidade, para fazer pressão. Continuou esse trabalho ativo em Denver, Colorado, onde mora.

«Acredito que o povo estadunidense deve lembrar sua história. Tenho a sorte de participar das lutas como sindicalista nos EUA e vivi experiências muito ricas. Ne-nhum dos direitos de trabalho que hoje são desfrutados pelos trabalhadores norte-americanos foram ganhos como presente, mas foram conquistados com o sangue dos mártires», assinalou Francisco Rivera.

Explicou que os principais temas pelos quais lutam os operários do país (EUA) se relacionam à crise econômica do capitalismo, agravada a partir de 2008. Essa situação aumentou a carestia da vida, dos impostos e os preços dos serviços básicos.

«Isto significa que muitos trabalhadores, para manter sua família, têm que lutar. Penso nos professores que protagonizaram várias greves nos últimos meses», acrescentou.

Aliás, referiu-se às mobilizações realizadas em várias cidades a favor dos direitos dos imigrantes e contra os assassinatos de negros e latinos pela polícia. Criticou a impunidade que existe nos EUA perante estes fatos sangrentos, que se incrementam ainda mais; ao passo que as famílias sofrem a perda de seus filhos.

Rivera participa de uma organização solidária com Cuba onde se mobilizam para exigir a eliminação do criminal bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto há quase 60 anos, pelos sucessivos governos norte-americanos contra o povo cubano. Também é divulgada a verdade da Revolução, por isso como integrante da brigada deseja aprender para depois explicá-la aos seus companheiros.

O brasileiro Juarez Zamberlan pede em todas as mobilizações a liberdade para Luiz Inácio Lula da Silva e se pronuncia contra o governo golpista dirigido por Michel Temer. Foto: Nuria Barbosa León

Semelhante critério foi expresso pelo brasileiro Juarez Zamberlan, quem pela primeira vez visita Cuba e chega com o pedido de liberdade para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso injustamente em 7 de abril último, para que não seja reeleito por seu povo para a presidência do país. Igualmente expressou sua recusa ao governo dirigido por Michel Temer, que participou do golpe de Estado parlamentar contra a então primeira presidenta Dilma Rousseff.

«Na Praça da Revolução levarei um cartaz exigindo ‘Lula Livre, Fora Temer’, asseverou o trabalhador bancário que recentemente se aposentou e mora no município Três Passos, pertencente à cidade Rio Grande do Sul. Seu maior interesse em participar da brigada é para dialogar com os cubanos e comentar os tristes acontecimentos que se vivem no seu país.

No entanto, Tuyet Nhung e Truc Dao, do Vietnã, reconhecem que se encontram perante um povo amoroso com vínculos muito especiais à sua pátria. Agradeceram os gestos de solidariedade dos cubanos durante a agressão norte-americana contra sua nação, na década dos anos 60 do século XX.

Destacaram que inúmeros compatriotas se graduaram nas universidades da Ilha maior das Antilhas e se prepararam para exercer diversas profissões, necessárias para o desenvolvimento do país, depois de conseguir a vitória. «Esses são os motivos para estar junto aos cubanos na Praça da Revolução de Havana», expressaram.

Augustine Saakuur-Karbo, do Gana, referiu-se à ajuda oferecida pelos médicos cubanos às pessoas que moram em zonas rurais e comunidades de difícil acesso da África. Agradeceu à Revolução e ao seu líder histórico Fidel Castro o apoio à independência e o desenvolvimento econômico e social de vários países do chamado de continente negro.

O entrevistado se desempenha como secretário-geral do sindicato dos educadores e destaca a coragem dos cubanos na defesa da sua soberania perante o imperialismo norte-americano. Admira a luta da Pátria de José Martí contra o bloqueio econômico e os avanços conquistados na construção de uma sociedade socialista.

Por sua parte, Inge Hogh, membro do Partido Comunista da Dinamarca, viaja à Ilha caribenha (Cuba) desde 1986 e é a sexta ocasião que chega para desfilar em 1º de maio. Disse desbordando alegria e com muito colorido. Significou que esse dia será observada a unidade do povo apoiando os seus dirigentes e o processo social, que constrói.

Disse ficar muito agradecida de partilhar com os cubanos uma data tão importante e asseverou que Cuba nunca estará sozinha no empenho de construir seus sonhos, porque sempre contará com a solidariedade internacional e a amizade entre os povos do mundo.

Fonte: Granma

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